O dia que parei de comer carne animal...eu vi um ser parado em uma sinaleira
Sob o lombo soado escorria o seu cansaço
e pulsava sobre rédeas sua condenação eterna
Ao comando de um quadrúpede
investido de sua essencial ignorância
e com a autoridade de um chicote
cravava-lhe ao coro a dor do cárcere
à espera de um estímulo que o tirasse dali
Ainda que esse fosse o único martírio
que alimenta os seus dias...
A morte poder-se-ia o único caminho
para sua libertação...


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