Bem vindo!!!

Fique a vontade!!! Este é o meu refúgio...
MINHAS REFLEXÕES

sábado, 29 de maio de 2010

Mudança de rotina


O silêncio brincava com o vazio


quando um sorriso quebrou a rotina


libertou o canto


um olhar plantou uma nova semente


Uma palavra fez a mente sonhar


Um beijo fez o coração acordar


para o que não sei dizer ainda


A vida se renova


Suaves pensamentos...


frágeis movimentos


Alegria contagiante

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Frágeis gravetos

Sentado na varanda, mirei o horizonte
Acima dos telhados, montanhas
Naquelas colinas, o sol que desperta
parecia querer me dizer algo hoje
Passei a reparar o brilho que se chegava
Parecia contagiante
Percebo que o ontem é rendido pelo silêncio
O hoje alimentado pela vontade de se expressar
Confesso que me senti balançado
Não esperava que pequenos e frágeis gravetos
pudessem acender uma fogueira
Eles puderam
Sentia frio,
agora me sinto um pouco aquecido
Tenho a lenha necessária
para manter as chamas acesas
Mas tenho medo
daquilo que não posso controlar
Será que vai chover?

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Um breve cochilo


Me volto para o meu mundinho pacato... reina um silêncio, frágeis pensamentos, memórias, boas lembranças... O tempo passa, mas a maré está calma... é possível navegar e sentir o vento batendo sobre o rosto. No fim da tarde, posso sentir o som de alguns pássaros, e nesse ambiente de pura paz, meu barco permanece ali, parado no meio do lago. Deitado sobre ele, é possível ver o céu... claro... quase limpo.... tiro um breve cochilo... quando despertar retornarei à margem. E é de lá que retornarei ao mundo, com um passo mais adiante de onde ele parou...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

O dia que parei de comer carne...

O dia que parei de comer carne animal...
eu vi um ser parado em uma sinaleira
Sob o lombo soado escorria o seu cansaço
e pulsava sobre rédeas sua condenação eterna
Ao comando de um quadrúpede
investido de sua essencial ignorância
e com a autoridade de um chicote
cravava-lhe ao coro a dor do cárcere
à espera de um estímulo que o tirasse dali
Ainda que esse fosse o único martírio
que alimenta os seus dias...
A morte poder-se-ia o único caminho
para sua libertação...

sábado, 25 de agosto de 2007

pedras ao mar

Eu vou escrever o teu nome neste
pedaço de rocha que tenho em minhas mãos.
Quando a maré encher
não vou titubear.
Antes mesmo que eu adormeça,
cogito um pouco de sanidade
e apenas um tico de força
para que eu possa arremessá-la
sobre essa água corrente
que o vento marinho se encarregará de levar.
Já em águas calmas,
após noites e dias de desalento,
espero que vejas
que esse grão de areia que deverás tocar
já teve o desejo
desse velho andarilho.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Frio

Se esse frio demorar
Talvez eu esqueça que ele existe
Talvez me congele
Talvez finja que ele não existe
Talvez cubra o rosto
Para esconder o ranger dos dentes
Mas nada tão duradouro
Como depois... poder te reencontrar
Isso sim dura
O que quase em retrospecto
Eu não pude dizer, mas agora quero falar
Não me faça emudecer
Tudo o que quero todos já sabem...

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

O mundo em movimento


Novos desafios surgem...
Os conceitos se renovam...
Metas são atingidas...
Os aplausos se manifestam...
As fúrias se acalmam...
Os mitos vão caindo...
Os desejos se lapidam...
O consumo se amplia...
Um novo dia recomeça...
A vida se renova...
Os amores se engrandecem...
Os risos se expandem...
Novas trilhas aparecem...

O que é eterno?
Gerações se mutam...
Geleiras se derretem...
Algumas muralhas... caem...
O solo se fertiliza...
A cada grão...
A cada semente...
A cada instante...
Fácil é ser diferente...
Onde está você mesmo?

Livros são devorados...
Vidros são quebrados...
Atrás daquela janela...
Atrás daquela porta...
Atrás daquela máscara...
Simpatia.

Novas fortalezas...
Novas audácias...
Novos talentos...
Por que não refaz-se
todos os momentos...
Essa delicadeza...
Toda maturidade...
Toda essência...
Brilhante conclusão!

Você pode me dizer
a origem das cores?
Por que ser natural?
Há riscos em viver...
o que é implícito?
Difícil é não saber olhar a si
sem ver o que ainda é puro...
No rastro...
Ao encontro...
Simplesmente a procura...
Caminhando na estrada velha...
De poeira e fumaça...
O mensageiro repassa...
Andar ao sereno...
Chorar o seu amor...
Enriquecer-se de esperança...
Falecer a dor...
Um abraço de irmão...
Um beijo de mãe...
Lábios molhados...
Tudo parece tão claro...

Noite de lua...
Tardes de outono...
Sintonia de cantos...
Discos de vinil...
Ao som...
Aos ouvidos...
A uma só voz...

Que seja forte...
Que abra o meu coração...
Que não deixe dúvidas...
Veja os meus olhos...
Leia a minha mente...
Faça um pedido...
Apenas um...
Colha os frutos...
Liberte-se para o mundo...

É tempo de que mesmo?
Giz de cera...
Tela plana...
Quadro de aquarela...
As crianças agora brincam...
A rua ainda está molhada...
Aquela praça...
Que é minha...
Que também é sua...
E mais de quem?

Coração de mãe é assim...
Grande como os meus braços...
Abraçam o mundo...
Minhas mãos são pequenas...
Riscando aquela calçada...
O chão é limpo, sabia?

Delírios assolam...
Minha mente sã...
Os meus ouvidos
não são meus...
De quem é a palavra?

Algumas referências

Em Dança, Artes Cênicas e Música

Barbatuques

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Grupo Corpo

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Grupo Galpão

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Uakti

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