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MINHAS REFLEXÕES

sábado, 25 de agosto de 2007

pedras ao mar

Eu vou escrever o teu nome neste
pedaço de rocha que tenho em minhas mãos.
Quando a maré encher
não vou titubear.
Antes mesmo que eu adormeça,
cogito um pouco de sanidade
e apenas um tico de força
para que eu possa arremessá-la
sobre essa água corrente
que o vento marinho se encarregará de levar.
Já em águas calmas,
após noites e dias de desalento,
espero que vejas
que esse grão de areia que deverás tocar
já teve o desejo
desse velho andarilho.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Frio

Se esse frio demorar
Talvez eu esqueça que ele existe
Talvez me congele
Talvez finja que ele não existe
Talvez cubra o rosto
Para esconder o ranger dos dentes
Mas nada tão duradouro
Como depois... poder te reencontrar
Isso sim dura
O que quase em retrospecto
Eu não pude dizer, mas agora quero falar
Não me faça emudecer
Tudo o que quero todos já sabem...

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

O mundo em movimento


Novos desafios surgem...
Os conceitos se renovam...
Metas são atingidas...
Os aplausos se manifestam...
As fúrias se acalmam...
Os mitos vão caindo...
Os desejos se lapidam...
O consumo se amplia...
Um novo dia recomeça...
A vida se renova...
Os amores se engrandecem...
Os risos se expandem...
Novas trilhas aparecem...

O que é eterno?
Gerações se mutam...
Geleiras se derretem...
Algumas muralhas... caem...
O solo se fertiliza...
A cada grão...
A cada semente...
A cada instante...
Fácil é ser diferente...
Onde está você mesmo?

Livros são devorados...
Vidros são quebrados...
Atrás daquela janela...
Atrás daquela porta...
Atrás daquela máscara...
Simpatia.

Novas fortalezas...
Novas audácias...
Novos talentos...
Por que não refaz-se
todos os momentos...
Essa delicadeza...
Toda maturidade...
Toda essência...
Brilhante conclusão!

Você pode me dizer
a origem das cores?
Por que ser natural?
Há riscos em viver...
o que é implícito?
Difícil é não saber olhar a si
sem ver o que ainda é puro...
No rastro...
Ao encontro...
Simplesmente a procura...
Caminhando na estrada velha...
De poeira e fumaça...
O mensageiro repassa...
Andar ao sereno...
Chorar o seu amor...
Enriquecer-se de esperança...
Falecer a dor...
Um abraço de irmão...
Um beijo de mãe...
Lábios molhados...
Tudo parece tão claro...

Noite de lua...
Tardes de outono...
Sintonia de cantos...
Discos de vinil...
Ao som...
Aos ouvidos...
A uma só voz...

Que seja forte...
Que abra o meu coração...
Que não deixe dúvidas...
Veja os meus olhos...
Leia a minha mente...
Faça um pedido...
Apenas um...
Colha os frutos...
Liberte-se para o mundo...

É tempo de que mesmo?
Giz de cera...
Tela plana...
Quadro de aquarela...
As crianças agora brincam...
A rua ainda está molhada...
Aquela praça...
Que é minha...
Que também é sua...
E mais de quem?

Coração de mãe é assim...
Grande como os meus braços...
Abraçam o mundo...
Minhas mãos são pequenas...
Riscando aquela calçada...
O chão é limpo, sabia?

Delírios assolam...
Minha mente sã...
Os meus ouvidos
não são meus...
De quem é a palavra?

Algumas referências

Em Dança, Artes Cênicas e Música

Barbatuques

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Grupo Corpo

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Grupo Galpão

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Uakti

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